29 julho 2013

A ansiedade de um ciclo de Reprodução Assistida

Todas as mulheres que passam por um procedimento de Fertilização in Vitro vivem dias de muita tensão e ansiedade durante a estimulação ovariana, punção, desenvolvimento dos embriões , dia da transferência, culminando com o famoso Beta HCG. 
São dias de intensa emoção acompanhando cada fase do processo para saber quantos embriões viáveis será possível conseguir em cada fase aumentando o nível de esperança.  Aí vem a transferência e uma fase de uns 11 dias sem qualquer notícia dos acontecimentos, enquanto se espera para realizar o teste de gravidez.  São apenas 11 dias (em algumas clínicas um pouco mais), mas que parecem durar meses, é uma verdadeira tortura.
Aí começamos a sentir uma série de sintomas, seios inchados e doloridos, constipação, aumento da libido, das secreções e começamos a achar que são sintomas de gravidez. Muitas vezes é o nosso psicológico agindo ou efeito de medicação no organismo. Mas como a vontade sobrepõe-se a tido, imaginamos que sejam sintomas de gravidez.
O que acontece na realidade é que nesse tempo ainda estamos sofrendo efeito da forte estimulação ovariana recebida na fase inicial da FIV ou ICSI além dos efeitos do hormônio para amadurecer os folículos que é composto de HCG, o hormônio que o corpo produz em contato com o embrião durante a gravidez.  Não suficiente isso tudo, após ser efetuada a transferência, passamos a usar diversos medicamentos, entre eles, a progesterona e o estradiol.  Ambos hormônios que tem seus níveis mais elevados durante a gravidez.   Este último é responsável por sintomas típicos do início da gravidez como cansaço, constipação entre outros.
A ansiedade aumenta muito mais a medida que se aproxima o dia de realizar o teste de gravidez.  Alguns sintomas iniciais parecem estar diminuindo, o que se deve a eliminação do HCG recebido na fase de maturação dos folículos.  Aí vem a expectativa de ter algum sintoma da nidação (implantação), que não é de praxe acontecer com todas as mulheres e tampouco traz garantias, mas mesmo assim é buscado incessantemente pelas mulheres.  A presença ou ausência desse sangramento não é tranqüilizadora.  A presença pode significar nidação, mas pode também significar que a menstruação está chegando ou alguma terceira razão desconhecida .A ausência também não traz nenhuma certeza de negativo, pois nem todas as grávidas tiveram esse sintoma. 
Pequenas cólicas, dores ou sensibilidades na barriga são percebidas por muitas, o que também pode tanto significar a proximidade da menstruação, quanto à estimulação do ovário por uma gravidez se iniciando.  A menstruação não deve vir devido ao suporte hormonal, mas se a clínica datar o teste de gravidez muitos dias após a transferência, é possível que em alguns casos o suporte hormonal não seja suficiente.  Essas dúvidas atormentam a cabeça da mulher.  Ainda há aquelas com poucos sintomas, que imaginam não ser possível ter engravidado sem sentir nada, se esquecendo que num ciclo natural, a maioria das mulheres só percebem os sintomas bem após o atraso menstrual.
Deve-se dar algum crédito aos sintomas pós-transferência?  Não, pois até mesmo a mudança de um medicamento entre um ciclo e o outro pode trazer novos sintomas não percebidos numa tentativa anterior.  Por exemplo, a mudança da dosagem ou da marca da progesterona pode alterar bastante os sintomas, gerando uma falsa crença em que os “sintomas desta vez estão mais fortes”.
Só existe uma coisa a se fazer : esperar... é cruel, mas não existe outro jeito  É uma espera difícil, mas não há como apressar esse tempo.  O melhor a fazer é usar todas as oportunidades para se distrair, filmes, bate-papo com amigos, livros, tudo o que trouxer alguma distração do tema é bem vindo.  Infelizmente a nossa vontade não tem poder imperativo no destino final.
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FABÍOLA PECE comenta: Infelizmente posso realmente afirmar com todas as letras que é uma fase muitíssimo difícil, pois a ansiedade nesta fase está em seu grau máximo. Mas o conselho que dou é que, por mais que desejemos, se não for para ser, não será, tudo é no tempo de Deus e não no nosso. Mas essa realidade é difícil de aceitar

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