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30 abril 2013

Imunologia na Reprodução Humana

A gravidez , acarreta mudanças no corpo da mulher, inclusive muitas  ocorrem no sistema imunológico. O embrião muitas vezes é comparado a um corpo estranho. Mas o que possibilita essa tolerância tão bem sucedida?

Como nosso corpo é perfeito, na gravidez, um tipo especial de atividade imunológica se desenvolve na mulher. Essa atividade impede que haja a rejeição do feto, possibilitando o seu desenvolvimento. Mas, isso não ocorre em todas as gestantes. Algumas demonstram uma resposta autoimune em relação ao feto ou às células da placenta. E, nesses casos, se não houver um tratamento específico para o caso, podem ocorrer sérias complicações , algumas delas seriam: aborto e falhas repetidas em reprodução assistida.
A imunologia vem sendo cada vez mais utilizada pelos casais que recorrem a técnicas de Reprodução Assistida. Depois de alguns testes especiais, é possível identificar casais que podem estar concebendo normalmente e abortando, e também aqueles que concebem pela FIV, mas não conseguem levar a gravidez adiante.
No primeiro caso, uma vez submetidas a um tratamento específico, as mulheres alcançam taxas de até 80% de nascimento em gestação subsequente; no segundo, gestantes passíveis de insucesso reprodutivo após a FIV têm possibilidade de aumentar em até 20% a taxa de nascimento no próximo procedimento.

Problemas imunológicos:

Há cinco categorias de problemas imunológicos que podem causar falhas em reprodução assistida, aborto e até infertilidade:

Categoria 1: Fator Aloimune
Casais com compatibilidade HLA. Produção insuficiente ou falta de anticorpos bloqueadores, necessários na evolução da gravidez; a evolução desse quadro resulta no aborto. O tratamento para as pacientes dessa categoria é realizado através da Imunoterapia com linfócitos paternos.
Categoria 2: Síndrome Antifosfolípide e Trombofilias Hereditárias
Para o desenvolvimento da placenta e nutrição do embrião, é preciso uma conexão entre as células do embrião (trofoblastos) e da mãe (decídua). Essa conexão ocorre graças a substâncias localizadas na superfície das células, que se chamam fosfolípides. 
Quando há anticorpos antifosfolipídicos, essa interação não acontece de forma saudável e pode dificultar a gestação. Há ainda uma tendência à formação de pequenos coágulos, dificultando a nutrição do embrião; esses coágulos também podem ser formados por alterações genéticas, conhecidas como trombofilias hereditárias. As mais importantes são: deficiência da Antitrombina III, da proteína C e S, as mutações dos genes da Protrombina, do fator V de Leiden e da enzima metileno tetrahidrofolato redutase. O tratamento para esse caso é o uso da aspirina infantil e da heparina.
Categoria 3: Fator Autoimune 
Mulheres que desenvolveram anticorpos contra o DNA ou produtos de degradação do DNA. Isso reflete no resultado positivo para o Fator Antinúcleo (FAN) e outros autoanticorpos. O tratamento se dá com corticosteróides.
Categoria 4: Anticorpos antiespermatozoides. 
Mulheres que apresentam anticorpos antiespermatozoides. Nesse caso, o tratamento é feito com inseminação artificial ou fertilização in vitro.
Categoria 5: Hiperatividade das Células Natural Killer (NK). 
Para detectar se a paciente está com essa hiperatividade nas células NK são usados os seguintes testes: imunofenotipagem de sangue periférico, teste de atividade de células NK, presença de anticorpos anti-hormônios e neurotransmissores. O tratamento é realizado com imunização com linfócitos, imunoglobulina endovenosa, drogas anti-TNF.

Casos de Indicações para investigação imunológica :

- História de duas ou mais perdas gravídicas antes de 20 semanas de gestação;
- História de três falhas de FIV em paciente com menos de 35 anos;
- História de duas falhas de FIV em pacientes com mais de 35 anos;
- História de óbito fetal em gestação anterior;


Cross Match:

É um exame de sangue colhido do casal  para ser realizada a prova cruzada e verificar se há histocompatibilidade entre o casal, ou seja, pesquisa a existência de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe; O teste de crossmatch deve ser entendido de forma diferente para mulheres com aborto recorrente e para mulheres com infertilidade.Esse exame só pode ser realizado quando já há um histórico de aborto, principalmente se for de repetição. Se você é portadora de infertilidade e não foi submetida a nenhum tratamento de reprodução assistida, não há porque se submeter a um teste de crossmatch. Nenhuma mulher terá crossmatch positivo antes de uma gravidez, salvo se tiver sido submetida a transfusões de sangue no passado.


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FABÍOLA PECE comenta: Esta parte de imunologia é muito complexa e específica para estar explicando aqui e somente é usada em alguns casos, não corriqueiramente. Geralmente são casos estudados por geneticistas.

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