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24 abril 2013

Algumas complicações em técnicas de Reprodução Humana


Existem algumas complicações que podem acontecer com os procedimentos de reprodução assistida. 
1- Hiperestimulação ovariana 

É uma resposta exagerada do ovário à estimulação da ovariana, na qual o número de folículos conseguidos foi  muito maior que o desejado. Geralmente causa um aumento do tamanho dos ovários e ocorre uma distensão abdominal devido à retenção de líquidos no organismo. 
Sua incidência é baixa: 1% a 5% dos ciclos estimulados. Esta probabilidade é sempre maior em mulheres mais jovens com síndrome de ovários policísticos .Ela pode acontecer em vários graus. Quando severa, pode haver alterações na coagulação, alterações na função renal, aumento da concentração sanguínea, coleção líquida no abdome e no tórax. Trata-se de uma condição transitória, mas em algumas vezes requer hospitalização para uma melhor observação. 
Em poucos casos é necessário drenar o líquido acumulado na cavidade abdominal para aliviar a distensão (casos mais severos). Hoje em dia, o hiperestímulo ovariano acontece muito esporadicamente, pois é possível, na maioria dos casos, prever esse quadro com antecipação suficiente , evitando-se as situações severas. 

2- Gestação ectópica (fora do útero)

É a implantação do embrião fora da cavidade uterina, ocorrendo mais frequentemente nas trompas. Este diagnóstico pode se fazer após os 21 dias da transferência dos embriões, quando a ecografia não permite a visualização do saco gestacional no endométrio. Sua incidência também é baixa: 1 a 2% dos casos e nos ciclos de FIV esta incidência aumenta para 4%, em grande parte devido à característica das próprias pacientes que recorrem a este tipo de tratamento, ou seja, mulheres que apresentam patologias nas trompas e útero, e assim já favorecem esse tipo de complicação. Quando confirmado esse diagnóstico, a gestação deve ser interrompida imediatamente


3- Torção de ovário

O ovário hiperestimulado pode duplicar ou triplicar de tamanho. O peso aumentado e a distensão abdominal podem facilitar a torção, estrangulando o sistema vascular que supre o ovário, gerando muita dor do tipo cólica. Esta complicação ocorre em menos de 1% dos casos. Muito raro.

4- Outras complicações

Com baixíssima frequência podem ocorrer também algumas complicações locais, derivadas da punção transvaginal durante a aspiração folicular: hemorragia por lesão da parede vaginal, infecção pélvica, sangramento ovariano e lesões de estruturas vizinhas, tais como vasos e intestinos. (isso é dificílimo, pois existem profissionais altamente qualificados e clinicas excelentemente estruturadas)

5- Defeitos de nascimento

A porcentagem de malformações de recém-nascidos oriundos de FIV é a mesma daquela encontrada na população geral, ou seja, 2% a 2,4% dos nascidos examinados, tanto a nível mundial quanto na América Latina. Portanto é um mito dizer que a FIV pode causar qualquer problema

Obs: No caso da ICSI é necessário considerar que, ao injetar um espermatozoide com as alterações genéticas que levam ao fator masculino, pode-se transferir essas mesmas alterações aos seus descendentes. É importante considerar que o número de crianças nascidas por esta técnica é ainda pequeno e que o seguimento dos mesmos não têm mais de 10 anos. Portanto, ainda não se pode assegurar que este procedimento não ocasione problemas aos descendentes. Mas também se torna difícil, pois hoje em dia existem varia técnicas modernas para se avaliar a qualificação do espermatozoide.

6- Gestação múltipla

A proporção de gemelares é uma consequência direta do número de embriões transferidos e da idade da mulher. A taxa global de gestação múltipla é de 29%. Mas também, conforme o tempo passa, prioriza-se a qualidade dos óvulos e não a quantidade a ser transferida ao útero, diminuindo assim a taxa de gravidez múltipla. Enquanto que a gestação gemelar geralmente não apresenta diferenças significativas em relação à gestação única, a gestação tripla ou quádrupla se associa a uma maior taxa de abortamento, mortes fetais intra-útero, partos prematuros e maior morbimortalidade neonatal.

7- Destino dos embriões em excesso 

Os embriões que sobram após a transferência seguem dois caminhos: 

Os embriões que não foram transferidos e que têm escores de excelência quanto sua morfologia são imediatamente congelados. 

Os embriões com escores inferiores são cultivados por mais dois dias e aqueles que atingirem o estágio de blastocisto serão congelados. Caso contrário, o embrião é considerado inviável e poderá ser descartado. 

Caso o casal, por questões pessoais, não concorde com o congelamento dos embriões, será injetado no máximo quatro óvulos, já que não é permitido o descarte de embriões. 

Mesmo com alta tecnologia utilizada, equipamentos de última geração e equipamentos para proteção dos danos causados pelo congelamento, pode haver uma perda variável de embriões no processo. Em alguns casos, após o descongelamento, pode não haver embriões viáveis para transferência.

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FABÍOLA PECE comenta: Em todas as técnicas e procedimentos sempre vão existir aquela pequena taxa de risco com algumas complicações, não existe tecnica infalível, que não gere algumas exceções, porém a alta tecnologia aliado aos excelentes profissionais na área permitem que estas taxas sejam cada vez menores e portanto se você necessitar da Reprodução Humana para realizar seu sonho vá em frente. Ache o médico que você se identifica, que te responda as duvidas e confie, porque ele com certeza saberá te conduzir aos melhores resultados .

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