28 fevereiro 2013

Cumplicidade em ciclos de Reprodução Assistida


A infertilidade  muda demais a vida do casal. Ela traz consigo uma série de comentários, perguntas, brincadeirinhas, muitas vezes de mau gosto feitos pelas mais diferentes pessoas – familiares, amigos, colegas de trabalho, que parecerão grosseiros, ultrajantes e insensatos.
Na maioria das vezes, os comentários são resultantes de falta de conhecimento, e não descaso, de quem falou, mas o fato é que isto causa muito ressentimento e aborrece e muito as pessoas que estão nesta busca incessante de um filho.
É sempre importante frisar que “a infertilidade não é um problema exclusivamente feminino “. Cerca de um terço dos casos de infertilidade é causado pela mulher, outro um terço decorre de problemas masculinos, cerca de 20% é misto e 10% inexplicado.
Muitas vezes a infertilidade é de origem psicológica. Quase sempre, o resultado da infertilidade, mas não a causa. Além disso, em 90% dos casos de infertilidade investigados existe um problema físico.
Do total de mulheres que se submete a um tratamento contra a infertilidade, de 40 e 70% reage com uma gravidez bem-sucedida. Já as que não procuram tratamento e ‘esperam pela cura espontânea’ têm o caso solucionado em apenas 5% das ocasiões”.
Muitos casais se sentem despreparados para enfrentar a maratona de sentimentos e resoluções importantes a serem tomadas a partir do momento que um diagnóstico de infertilidade confirmado.
É importantíssimo nesta etapa, marido e mulher compreenderem o que está acontecendo tanto a nível psicológico quanto físico. Outro passo fundamental é ter muita paciência para enfrentar o tratamento, que não acontece de uma hora para outra, já que cada ciclo leva um mês. É um caminho  bem tortuoso. Geralmente o casal , quando parte para tratamentos artificiais, deposita toda a sua confiança, pois por se tratar de técnicas sofisticadas e caríssimas, acham que é certeza conseguirem na primeira vez. Mas não é bem assim.
Outro fator que não se pode deixar de falra é que, toda e qualquer decisão deve ser tomada em conjunto. Juntos, marido e mulher deverão decidir sobre as opções de tratamento que forem colocadas a eles como opção viável  e estarem sempre juntos neste caminho.
A infertilidade implica na interrupção do projeto de vida de alguns casais, e é capaz de produzir uma crise que afeta as relações familiares, sociais e, em alguns casos, profissionais.
Porisso os parceiros devem agir sempre com muita  cumplicidade, sensibilidade , respeito, disponibilidade e interesse para o diálogo um com o outro. Trata-se de  duas pessoas  que muitas vezes apresentarão sentimentos  diferentes, existirão momentos em que um dos parceiros poderá desanimar e pensar em desistir, mas o fundamental é o companheirismo que deverá estar presente entre o casal ,passando  apoio e incentivo. Muitas vezes é interessante também a intervenção de  um profissional auxiliar (psicólogo) ou outro tipo de terapia auxiliar com yoga, meditação para ajudar a amenizar o problema.  Aproveitem e façam a atividade juntos em um ambiente agradável. E uma boa estratégia para preservar o relacionamento,
O desejo da reprodução é tão natural quanto respirar, correr, andar... Faz parte da evolução biológica e emocional de todo ser humano. Então, diante de um diagnóstico de infertilidade, a única coisa que não se pode fazer é desistir. NUNCA !!!!!.
FABÍOLA PECE comenta: Eu vivi muitos anos esse caminho e sei como ninguém a dificuldade que é e sei também que sozinha tudo é muito mais difícil. O casal precisa estar muito unido nesta hora, tem que haver muita aceitação por ambas as partes em todas as decisões para que sempre caminhem juntos.

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