19 janeiro 2013

Aderência Pélvicas


As aderências pélvicas são formadas por tecido cicatricial que se formam na região pélvica e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros.
As aderências ocorrem na maioria das vezes em mulheres submetidas a cirurgias pélvicas, não que isto seja regra.
As aderências são uma consequência comum de todos os tipos de cirurgias, incluindo os procedimentos ginecológicos mais comuns, como a curetagem, cesariana, histerectomia, tratamento cirúrgico da endometriose (um problema em que o revestimento uterino fica implantado fora do útero), miomectomia (remoção de fibromiomas), cirurgia dos ovários e cirurgia reconstrutiva das trompas. Estas aderências que se formam na sequência de uma cirurgia da região pélvica são uma das principais causas de dor pós-operatória, infertilidade e obstrução do intestino delgado. 

A incidência das aderências pós-operatórias pode ser reduzida e até muitas vezes prevenida. Evitar a formação de aderências é muito importante, pois depois de formadas, elas tendem a reaparecer, mesmo depois de terem sido removidas cirurgicamente.

Como se formam as aderências?

Todos os órgãos abdominais e pélvicos, com exceção dos ovários, estão parcialmente envolvidos por uma membrana transparente denominada peritônio. Quando o perotônio fica traumatizado durante uma cirurgia ou de qualquer outra forma, o local que sofre o trauma fica inflamado. A inflamação é normal, fazendo mesmo parte do processo de cicatrização. Mas a inflamação também contribui para a formação de aderências, facilitando o desenvolvimento de faixas fibrosas de tecido cicatricial, chamadas de aderências.

Normalmente, estas faixas de fibrina acabam por se dissolver através de um processo bioquímico denominado fibrinólise, e o local traumatizado continua a cicatrizar. No entanto, algumas vezes, a natureza da cirurgia tem como resultado uma diminuição do afluxo de sangue a essas áreas (um problema denominado isquemia), que pode suprimir a fibrinólise. Se as faixas de fibrina não se dissolverem, podem transformar-se em aderências, que irão desenvolver-se ligando ou unindo órgãos ou tecidos pélvicos que normalmente estão separados.

FABÍOLA PECE comenta: Porisso para se decidir um procedimento cirúrgico na região pélvica é necessário verificar a real necessidade, principalmente se a mulher ainda estiver em idade fértil e desejar ter filhos. Cada caso tem que ser avaliado isoladamente.

Um comentário:

Quero ser mãe disse...

Queria mais informações sobre as aderências, foi detectado as aderências qual o tratamento? É possível engravidar? quais as chances de uma gravidez bem sucedida?
Obrigada!

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