24 outubro 2012

Obstrução das trompas


Qualquer alteração anatômica (nas trompas) pode afetar a caminho feito pelo óvulo até a trompa de Falópio ou dentro desta .
E o bom funcionamento das trompas de Falópio é fundamental para se conseguir engravidar. Cerca de 15% dos problemas de fertilidade feminina são atribuídos a problemas com as trompas; qualquer obstrução neste órgão, torna impossível o transporte do óvulo e dos espermatozoides.
A causa mais comum das anomalias das trompas é uma infecção originada na vagina, e que se estende pelo útero até às trompas e à cavidade abdominal.
Se a obstrução for total na sua extremidade (mais próxima do ovário), poderá estar cheia de líquido. Dá-se o nome de hidrossalpinge. Neste caso, a trompa não funcionará corretamente e a mucosa e o tecido muscular que a circula também estarão danificados. Em alguns casos a obstrução é só parcial.
Sintomas
A presença de anticorpos contra a clamídia no sangue de uma mulher constitui um indício de possíveis problemas com as trompas.

DIAGNÓSTICO

As obstruções das trompas podem ser detectadas com a ajuda de uma histerossalpingografia (HSG) ou de uma laparoscopia com exame das trompas.

CAUSAS MAIS COMUNS
Nas mulheres, a oclusão poder resultar de, entre outros fatores:
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DST)
  • Endometriose
  • Infecção pélvica (doença inflamatória pélvica – DIP)
  • Tecido cicatricial resultante de cirurgia abdominal
  • Anomalias congênitas
  • Mioma/fibromas
TRATAMENTO
Se apenas uma das trompas se encontrar obstruída, os médicos podem receitar medicações estimulantes da ovulação para aumentar a produção de óvulos durante cada ciclo e, assim, maximizar as probabilidades de fertilização.
Dependendo da localização, da gravidade e da causa da obstrução, uma operação (microcirurgia) pode, em certos casos, restabelecer o normal funcionamento das trompas. É importante lembrar que a resolução do problema de obstrução nem sempre resolve o problema de fertilidade. Muitas mulheres que se submetem a uma cirurgia às trompas de Falópio têm, ainda assim, de recorrer posteriormente à fertilização in vitro (FIV).
Se as trompas estiverem muito deformadas (espessas e rígidas) e as pregas da mucosa já não forem visíveis, é pouco provável que a microcirurgia seja uma opção viável.  Neste caso, o casal deverá iniciar imediatamente a FIV. No procedimento de FIV, as trompas e eventuais obstruções são irrelevantes porque os óvulos são extraídos dos ovários e fertilizados fora do corpo (in vitro), sendo os embriões transferidos para o útero. Graças ao crescente sucesso da FIV, o número de operações destinadas a restabelecer o normal funcionamento das trompas de Falópio diminuiu drasticamente.
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FABÍOLA PECE comenta: Pense muito antes de algum procedimento cirúrgico. Antes de se recorrer a este tratamento, eu acho que deve ser levado em conta a idade da mulher, seu histórico clínico e grau de comprometimento. A cirurgia deve ser usada em casos especiais, pois muitas vezes a mulher passa  pela cirurgia (método invasivo) e não consegue o sucesso pretendido ou por causa dela ganhará alguma aderência que com certeza prejudicará uma gravidez futura.

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