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06 setembro 2012

FIV não aumenta risco de malformações em bebês


Quase todo casal que faz uso de técnicas de fertilização in-vitro (FIV) para engravidar se depara com a dúvida: a FIV tem alguma influência com relação a defeitos de formação.

Será que a utilização de tecnologia, mesmo que de alta performance, em uma situação tão frágil e complexa como a vida humana nos seus primeiros dias, poderia acarretar um maior risco de malformações nas crianças?
Esta hipótese é motivo de estudo já a alguns anos, pois há o compromisso da medicina em relação à segurança dos procedimentos oferecidos. Por este motivo, todas as crianças nascidas da técnica de FIV são criteriosamente acompanhadas desde o nascimento até a vida adulta.
É muito  importante esclarecer que a formação embrionária na espécie humana pode sofrer alterações provindas dos óvulos, dos espermatozóides, ou aleatórias (que surgem ao acaso), e que podem levar ao desenvolvimento de bebês com malformações congênitas. Este risco existe em qualquer gestação, independente de ser espontânea ou por tratamento de reprodução assistida, em qualquer população, e em qualquer idade, sendo porém aumentada em mulheres mais velhas; aí sim tem maior incidência.
Incluindo desde as alterações mais simples até as malformações congênitas maiores, este risco apresenta-se em 2 a 5%, com pequenas variações entre os estudos.
Outro ponto importante a ser lembrado é que a população de casais que recorrem à FIV já tem um fator de risco médico que é a própria subfertilidade, nas suas mais variadas causas. Além disso, a faixa de idade desta população, principalmente das mulheres, é na média superior à de casais férteis. Porisso, um pequeno aumento de risco de alterações nos bebês destes casais poderia se dever a estes fatores, e não ao tratamento de FIV em si.
Houve estudos no qual compararam o resultado de gravidez (condições físicas e neurológicas da criança), ou seja, o risco de malformação congênita, em casais cujas mulheres receberam tratamento de reprodução assistida (FIV), mulheres que tiveram gravidez espontânea mas tinham filhos anteriores nascidos de FIV, mulheres com história de subfertilidade mas que engravidaram sem tratamento, e mulheres sem história de subfertilidade que engravidaram espontaneamente.
Os resultados encontrados mostraram que o risco geral de malformações em gravidezes que não envolveram reprodução assistida foi de 5,8%, comparado com 8,3% nas gravidezes que envolviam a reprodução assistida. 
Casais com história de subfertilidade, tenham ou não recorrido aos métodos de reprodução assistida, tiveram um risco um pouco maior de bebês com alterações, comparando com casais de fertilidade normal.
Importante também citar que nos casos de FIV que utilizaram a técnica da ICSI (injeção citoplasmática de espermatozóides), o risco de malformações  foi um pouco maior. A ICSI geralmente é utilizada nos casos de alterações graves da produção de espermatozóides, e acredita-se que este fator contribuiu para este resultado, podendo estar relacionado a alterações no cromossomo Y destes homens. Entretanto, destacam os pesquisadores, mais estudos são necessários para confirmar definitivamente esta associação.
O acompanhamento rigoroso e vigilância sobre todos os procedimentos, e sobre os bebês da reprodução assistida continuam.
FABÍOLA PECE comenta: Em minha opinião, acho interessante sabermos desses dados a nível de curiosidade, porém como explicado acima, as mal formações não tem relação direta com os procedimentos e sim com a causa que levou os casais a tais procedimentos, como idade mais avançada e históricos clínicos de subfertilidade.

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