22 agosto 2012

"Barriga de Aluguel"


A expressão "barriga de aluguel" pode nos passar a errada ideia de remuneração em dinheiro pela "concessão" do útero para a gestação do filho de outra mulher. Realmente esse termo “aluguel” em minha visão da situação, não tem nada a ver.
Existe uma regulamentação específica para o tema, determinada pelo Conselho Federal de Medicina , importante para por fim aos abusos em relação ao procedimentos. O Conselho autoriza este processo, desde que não haja qualquer compensação financeira para a doadora do útero. Existem países aonde existe comercialização.
É uma alternativa para mulheres inférteis, no entanto, a indicação é muito especifica, ou seja, somente em, casos quando a mulher não tem mais útero, mas seus ovários são normais, como por exemplo as pacientes que retiraram o útero por miomas ou outras patologias. Ou então quando seu útero não suporta uma gravidez, por motivos congênitos, seria o caso do “útero infantil” ou incompetência istmo cervical, ou seja, quando o colo uterino é incapaz de manter uma gravidez devido a defeitos anatômicos ou funcionais.

- Como é feito a preparação da doadora :

A preparação da doadora temporária do útero requer alguns cuidados, pois por não ser uma gravidez natural, o corpo não se estrutura normalmente para receber o bebê, é preciso induzir essas condições propícias a futura gravidez. O ciclo hormonal é bloqueado através de drogas injetáveis, caso a mulher ainda tenha menstruação, o que se torna desnecessário se a mulher estiver na menopausa. A seguir é feito o preparo do útero com hormônios e são mantidos por 12 semanas (3 meses) de gravidez. A partir desses três meses, a placenta assume a manutenção da gravidez.
A gestação de substituição (ou "útero de aluguel") demonstra um ato de generosidade grandiososíssimo. Poucas pessoas são capazes desse ato. Deve haver ainda um aconselhamento médico e psicológico muito grande durante a gravidez. Afinal, a doadora temporária de útero vai desenvolver, logicamente, um apego enorme pelo ser que está se formando no seu ventre. Porém, ela deve estar ciente que após o nascimento, a guarda deve ser dada à mãe biológica, no que constitui a maior prova de amor que ela vai demonstrar àquela mãe biológica e à própria criança.
Quando existe um trabalho médico correto, e perfeito entendimento entre as partes do processo, o resultado é fantástico. Permitir gravidez a uma mulher que não pode carregar uma criança em seu ventre é muito gratificante. E na prática quem sai ganhando mais é o bebê, que certamente vai passar a ter "duas" mães.

FABÍOLA PECE comenta: Eu, particularmente, acho uma situação delicadíssima, pois a mulher cria todo um vínculo com o bebê que se forma em seu ventre.É uma relação de amor muito grande. A pessoa que contrata um útero de aluguel corre riscos de perder a criança, principalmente se  esta situação não estiver muito bem segura, com um contrato muito bem feito. Acho uma atitude muito nobre, mas que eu não conseguiria.

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