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10 julho 2012

Miomas e a Infertilidade


Miomas são os tumores benignos (não cancerosos) mais comuns. Eles também são conhecidos como fibromas. Se desenvolvem na parede muscular do útero. Às vezes são assintomáticos (não apresentam sintomas). Quando não,seu tamanho e localização pode causar problemas como sangramento importante e dor no baixo ventre.

As causas exatas do aparecimento dos miomas não são bem claras, mas os pesquisadores acreditam que há predisposição genética ,uma maior sensibilidade à estimulação hormonal (principalmente estrogênio) nas mulheres que apresentam miomas. Algumas mulheres que tem esta predisposição, desenvolvem fatores que permitem que eles cresçam sob a influência dos hormônios femininos. Alguns grupos étnicos e familiares são mais propensos a ter miomas.
Os miomas variam em tamanho. Em alguns casos podem causar um crescimento acentuado do útero, parecendo até uma gravidez de até 5 ou 6 meses. Na maioria dos casos os miomas são múltiplos.
Quanto a sua localização, existem 4 tipos de mioma: 
Subserosos: aparecem e se desenvolvem abaixo da camada externa do útero e se expandem através desta, dando ao útero uma aparência nodular. Não afetam o fluxo menstrual, mas podem causar dores em baixo ventre, região lombar  e sensação de pressão no abdômen.

Intramurais: se desenvolvem na parede do útero e se expandem para dentro, aumentando o tamanho do útero. É o tipo mais comum de mioma. Podem causar sangramento menstrual intenso e dores no baixo ventre , região lombar e sensação de pressão no  baixo ventre.
Submucosos: estão justamente abaixo do revestimento interno do útero (endométrio). É o tipo menos comum de mioma mas o que pode causar mais problemas. Estes, mesmo sendo pequenos podem causar sangramento ginecológico grande.
Pediculados: são os miomas que inicialmente crescem como subserosos e se destacam parcialmente do útero, ficando a ele ligado apenas por uma pequena porção de tecido chamada pedículo. Podem ser confundidos na ultra-sonografia com tumores ovarianos.
Não são todos os tipos de miomas que podem levar a uma dificuldade para engravidar, mas geralmente os submucosos dificultam mais pela sua localização. Para que essa dificuldade ocorra, os miomas basicamente dificultam o encontro do espermatozóide com o óvulo ou distorcem a cavidade uterina ou comprimem as trompas.
A maioria das mulheres que tiveram um abortamento espontâneo nos primeiros três meses de gestação nunca soube que estavam grávidas. Diversas causas podem estar relacionadas a estes abortamentos precoces, sendo a mais comum, alterações genéticas fetais incompatíveis com a vida. No entanto, se os miomas estão presentes, tendemos atribuir as perdas a eles. Mas, para isto, é necessário estabelecer se eles ocupam ou distorcem a cavidade uterina. Estes miomas podem sim levar a um aumento do risco de abortamento espontâneo no primeiro trimestre da gravidez. Perdas gestacionais no segundo e terceiro trimestres da gravidez, por sua vez, estão raramente associados a problemas fetais. Geralmente, podemos atribuir estas perdas a problemas uterinos, dentre eles os miomas.
Se os miomas não causam infertilidade ou abortamentos, eles podem levar a um aumento das complicações durante a gravidez. Os miomas possuem receptores para os hormônios produzidos durante a gestação. Porisso quase sempre podemos observar o crescimento dos miomas durante a gravidez. Esse crescimento é variável e dependente de diversos fatores, como vascularização e localização dos miomas.
Se próximos à placenta também aumenta consideravelmente a incidência de descolamento prematuro de placenta. Apesar do risco de infertilidade, de abortamentos e de complicações durante a gravidez, não existem evidências de que os miomas devam sempre ser tratados em mulheres que desejam engravidar. As complicações dos tratamentos e seus efeitos colaterais também devem ser levados em consideração na relação risco-benefício quando estamos diante de um caso destes.
Muitas vezes os médicos recorrem a miomectomia (retirada cirúrgica do mioma) para mulheres que possuem miomas e desejam engravidar. Mas, as miomectomias por laparotomia e laparoscopia estão relacionadas a uma incidência elevada de formação de aderências pélvicas. Estas aderências podem levar não só a dor, mas a infertilidade. desejam engravidar.

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FABÍOLA PECE comenta:  Uma conversa bem acertiva com seu médico é muito importante nesta hora, pesar os prós e contras é necessário, pois muitas vezes o mioma pode  não apresentar riscos a gravidez, ao passo que se tratado cirurgicamente, o risco de aderências é grande, e aí sim dificultará muito a gravidez.

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