21 maio 2012

Reversões - 1) da Laqueadura


A reversão da laqueadura (salpingoplastia), é um procedimento mais complexo e poucos serviços do SUS o oferecem. Pode ser realizada por anastomose tubária microcirúrgica, via laparotomia ou via laparoscopia. Quanto mais jovem a mulher esterilizada procurar pela reversão, maior é a probabilidade de ela vir a engravidar no futuro, e quanto menor o tempo de esterilidade, maior é a chance dela engravidar.
O grau de reversibilidade varia de acordo com a lesão que a técnica cirúrgica causou. Laqueaduras feitas com anel plástico ou clipes de titânio são mais fáceis de reverter. Para as pacientes que foram submetidas à salpingectomia (retirada das trompas), a reversão é impossível. 

Após a reversão tubária, em média, as mulheres demoram de 6 meses a um ano para conseguir engravidar, caso a recanalização seja bem sucedida. Mas, o sucesso da cirurgia relaciona-se com vários outros fatores: 

              - o comprimento e a vitalidade dos segmentos de trompas a serem  unidos; 
              - a habilidade do microcirurgião; 
              - a idade da mulher no momento da cirurgia para reversão; 
              - o método utilizado para laqueadura tubária; 
              - quantidade de tecido de cicatrização na região da cirurgia; 
              - qualidade do espermograma do parceiro e presença de outros fatores de infertilidade. 

Após uma reversão de laqueadura tubária, o risco de uma gestação ectópica – (gestação que ocorre na própria trompa) - aumenta de 1 em 100 para 5 em 100 gestações. O que significa que a cada 100 gestações, cinco poderão ser ectópicas. Quando as trompas reconstituídas não recuperam a função, a alternativa de tratamento seria a reprodução assistida por meio de técnicas de fertilização in vitro e transferência de embriões.

A reversão da laqueadura tubária deve ser considerada como uma opção adequada na busca de novas gestações para mulheres mais jovens (<35 anos), sem qualquer outro fator de infertilidade além da laqueadura. As pacientes com mau prognóstico ou com idade mais avançada devem ser encaminhadas aos programas de fertilização in vitro.


Comentário: É uma situação que só acho interessante em alguns casos, pois  alguns fatores como os  citados acima comprometem o sucesso da reversão. Ás vezes é melhor partir direto para Reprodução Assistida (Mas como disse: cada caso é um caso, conversem bem com o médico para avaliar prós e contras)

2 comentários:

Alex Sandro Almeida Nascimento disse...

Muito esclarecedora!
Parabéns

Fabíola Pece disse...

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