24 maio 2012

Complicações para o Bebê em Usuárias de Crack na Gestação





Quais são as complicações para uma gravidez onde a mãe é usuária de crack?


O crack traz conseqüências muito sérias para o bebe, desde um aumento da incidência de abortamento, o aumento do trabalho de parto prematuro, até complicações mais sérias como o descolamento de placenta, por exemplo. Esse descolamento se via em usuárias de cocaína, e agora com o uso do crack, começou a aumentar esse número, pois é uma droga muito barata e vicia muito mais rápido.

Normalmente essa mãe já está desnutrida, porque a droga faz perder o apetite, ela está mal cuidada e não fez o acompanhamento pré-natal adequadamente. Além do problema de usar uma droga, que é ilícita e que trás problemas para o bebê, tem também uma negligência dos seus cuidados. Diferente da paciente que fuma. Claro que o cigarro tem problemas, mas não tem esse potencial de danos que o crack apresenta.

Além de todos os riscos que sofre esse bebê no período de gestação, há casos de abstinência ao nascer? Que outras consequências podem surgir?


Tem mães que vão até o final da gestação usando as drogas. Tem bebês que nascem, geralmente, com o peso abaixo do normal, o que é chamado de restrição de crescimento. São bebês que não crescem naquele potencial que cresceriam se a mãe não usasse a droga.
Se a gravidez vai até o final, além dessa restrição de crescimento, pode ocorrer ao bebê uma síndrome de abstinência. O bebê também está acostumado a receber aquela dosagem de droga através da placenta diariamente e, quando ele nasce, se vê privado disso. Eles já nascemcom um potencial de complicações maiores. Vamos supor que ela já esteja usando e engravide, vai aumentar a taxa da má formação desse bebê, além dessa criança ter uma grande dificuldade no aprendizado,
Resumindo: O crack é o que mais está em evidência e é a droga que traz maior repercussão ao bebê, está associado a várias complicações ao feto/bebê. Dentre essas, podem ser citadas, o baixo peso e pouco desenvolvimento ao nascer, má formações congênitas (coração, aparelho urinário, intestino), convulsões, déficits na audição, morte súbita, arritmias cardíacas e alterações comportamentais. Essas crianças também podem apresentar síndrome de abstinência. 

O pós-parto


Não basta apenas o cuidado antes do nascimento do bebê. Muitas mães dependentes, embora em abstinência no período de gestação, sofrem recaídas e continuam no vício. Mais uma vez é importante salientar a importância da família em acompanhar o desenvolvimento dessa criança. Além do recém-nascido ficar em observação hospitalar, deve ser feito constantemente uma observação compor-tamental, tanto do bebê, como também da mãe. Existem inúmeras complicações associadas ao uso da cocaína pelas mães, tanto durante a gestação quanto na amamentação. Seguramente, essas mulheres não devem amamentar seus filhos enquanto estiverem usando crack. Além disso, é comum que mulheres dependentes dessa droga também façam uso de outras substâncias, como álcool, nicotina e maconha, completa a pediatra.Quanto maior e mais prolongada for a exposição do bebê ao crack, maiores serão as consequências nocivas. Todo recém-nascido de mãe usuária de crack, necessita de 48h para que seja feita uma observação hospitalar.

Um comentário:

Fabiola Pece disse...

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