13 setembro 2013

Tipos de tumores benignos do útero mais frequentes. – 3ª parte

Miomas uterinos

Estes tumores são constituídos essencialmente por fibras musculares derivadas do miométrio, a camada do útero que se encontra sob o endométrio, embora também sejam constituídos por tecido conjuntivo.
Geralmente se localizam no interior do útero, mas as vezes, aparecem na entrada do órgão, onde formam uma proeminência sob a mucosa, podendo mesmo passar para o exterior do órgão. Costumam ser reduzidos, de poucos centímetros de diâmetro, mas podem ser, em uma minoria, mais volumosos, ultrapassando os 15 cm de diâmetro.
Os miomas uterinos são os tumores mais frequentes do aparelho genital feminino, pois calcula-se que entre 5 a 10% das mulheres sejam afetadas por algum mioma ao longo de toda a vida. Embora ainda se desconheçam as suas causas, são tumores cujo desenvolvimento tem muita relação a estimulação feita pelos estrogénios que podem ir aumentando de tamanho até à menopausa, após a qual diminuem de tamanho, podendo igualmente crescer ao longo da gravidez e, depois, diminuir no pós-parto.
A maioria dos casos são assintomáticos e apenas são descobertos num check-up ou durante a realização de exames por outro motivo.  Os sinais e sintomas mais frequentes correspondem a dores menstruais e períodos mais abundantes e prolongados do que o habitual. Quando o mioma é muito volumoso, pode originar sensação de desconforto no baixo ventre e dor pouco intensa e contínua na zona.
Quase nunca sofrem transformações malignas, porém podem originar algumas complicações. Uma das mais frequentes corresponde a anemia provocada por hemorragias repetidas. Uma outra, mais grave e que necessita de atenção imediata, é a infecção do tumor, que se manifesta através de febre, dor intensa e ocasionalmente secreções vaginais purulentas. 
O tratamento varia de acordo com o tamanho do mioma, das manifestações e também do desejo da mulher  em ter filhos. Quando o tumor é reduzido e não evidencia sinais ou sintomas, costuma-se manter uma conduta , durante a qual se deve controlar a sua evolução através de consultas ginecológicas periódicas. Quando geram sinais e sintomas e a mulher deseja conservar a sua fertilidade, deve-se tentar extrair o tumor e manter o restante útero. Quando já não deseja ter mais filhos, pode-se recorrer ao tratamento hormonal à base de gestagénios de modo a inibir o estímulo de estrogénios que favoreça o crescimento do tumor e, se este tratamento fracassar ou se os sinais e sintomas forem demasiados intensos, proceder à cirurgia, quer através da extração apenas do tumor, quer através da remoção de todo o útero.

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FABÍOLA PECE comenta: Cada caso de mioma deve ser analisado criteriosamente pelo seu médico, nunca  baseando-se  no tratamento feito por outra pessoa, pois cada caso é um caso isolado.

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