06 agosto 2013

Indutores de ovulação - saiba mais detalhes

Quem precisa usar indutor de ovulação?
Indutores de ovulação como o citrato de clomifeno são usados em mulheres que ovulam de maneira irregular ou que não chegam a ovular, incluindo as portadoras da síndrome dos ovários policísticos (exemplos: Indux, Serophene, Clomid, entre outros). 
A indução é feita quando o histórico médico de um casal mostra que a mulher não apresenta alterações anatômicas, como obstrução das trompas, e o homem tem sêmen normal (diagnosticado através de um espermograma). 

O clomifeno também é utilizado em casos de infertilidade sem causa aparente (ESCA) 


Cada caso é um caso
Medicamentos para induzir a ovulação só devem ser usados sob orientação médica. Só o especialista saberá qual é a droga adequada para o seu caso.

Existe um estudo que ligou o risco de câncer de ovário ao uso de indutor por mais de 12 ciclos, mas essa relação entre indutores e câncer ainda não tem fundamentação científica comprovada. 

Qualquer remédio ligado à fertilidade pode causar uma série de efeitos colaterais, temos como exemplos: alterações de humor, inchaço nos ovários, dor abdominal, dor nos seios, insônia, enjoos e vômitos, além de visão embaçada, dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, depressão, ganho de peso e, em casos mais raros, cistos no ovário. Mas isso não é regra, nem todas apresentam ou as vezes só um efeito ou outro se pronuncia

O indutor também pode causar uma certa "secura" na sua vagina. 

Mulheres que tomam o clomifeno junto com outras drogas, como a gonadotrofina menopausal, correm mais risco de ter síndrome da hiperestímulo ovariano, um problema grave que faz com que o abdome se encha de líquido, e que pode exigir internação. É raro, porém, que o hiperestímulo aconteça apenas com o uso do clomifeno. Mulheres com ovários policísticos e abaixo dos 35 anos também são mais propensas ao hiperestímulo.

O hiperestímulo ovariano acontece porque os ovários respondem "bem demais" aos indutores, e produzem um excesso de óvulos. O problema pode provocar até a morte, por isso é preciso ficar atenta a dores abdominais e a um aumento súbito de peso. Mas ,tudo feito  com controle não haverá problemas.

Como funciona?
O princípio ativo do clomifeno é o citrato de clomifeno, uma droga administrada na forma de pílulas. O agente aumenta os níveis de dois hormônios, o que estimula os ovários e a liberação de um óvulo.

É assim: o medicamento diz à sua hipófise que produza mais FSH (o hormônio que estimula os folículos). Com a ação do FSH, os ovários preparam alguns óvulos para a liberação. 

Quando o medicamento termina, o hipotálamo (parte do cérebro que regula funções básicas, como a temperatura) libera o hormônio luteinizante (LH). O LH sinaliza aos ovários que está na hora de liberar os óvulos maduros de seus folículos. É a ovulação.

Por quantos ciclos pode-se usar o indutor?
É recomendável o uso de indutor por no máximo entre 3 e 6 ciclos. Pode ser que você precise de um ou dois ciclos para começar a ovular regularmente. Depois de 6 meses, se o tratamento não tiver tido resultado, o médico deve discutir outras opções com você.

Existe a recomendação de que o tratamento no total dure até 12 ciclos, mas com intervalos entre eles. 

Normalmente, os comprimidos de indutor são iniciados entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual, e duram apenas cerca de cinco dias. A ovulação costuma acontecer de cinco a nove dias depois do último comprimido. A monitoração por ultrassom ajuda a saber exatamente se os ovários estão preparando folículos para a liberação de óvulos. 

A dose do remédio vai sendo ajustada pelo médico de acordo com as reações de cada organismo. 

O indutor pode ser usado por quem tem síndrome dos ovários policísticos?
Sim, o uso de indutor é indicado no caso de síndrome dos ovários policísticos, mas saiba que entre 15 e 40% das mulheres com SOP são resistentes ao clomifeno. Essa resistência (quer dizer, o indutor não funciona) é mais frequente em mulheres com índice de massa corporal - IMC acima de 25. O médico pode recomentar que você tente emagrecer primeiro.

Até mesmo uma perda de 5% do peso do corpo já aumenta as chances de ovular. 

O médico também pode receitar o uso de metmorfina. O medicamento ajuda o organismo a responder ao clomifeno, e estudos mostraram que ele contribuiu no aumento da chance de ovular e engravidar. O problema é que a metmorfina tem efeitos colaterais desagradáveis, como distúrbios digestivos. 

Para que mais o clomifeno pode ser receitado?
O clomifeno também é usado, junto com outros medicamentos, durante tratamentos de fertilidade como a fertilização in vitro, para fazer com que os ovários produzam vários óvulos.

O clomifeno também pode ajudar homens em determinados casos de desequilíbrio hormonal ligado a baixa contagem, qualidade ou motilidade dos espermatozoides. 

Qual  a taxa de sucesso do clomifeno?
A maioria das pessoas está interessada em duas taxas de sucesso: a para a ovulação e a para gravidez. Para provocar a ovulação, o indutor é muito eficiente. Cerca de 70% das mulheres ovula com o remédio, normalmente nos primeiros três meses de tratamento. Das que ovulam, entre 15 e 50% engravidam.

A variação das taxas de sucesso de gravidez é grande porque a fecundação depende de vários outros fatores, como momento do ciclo em que ocorreu a relação sexual, a idade da mulher, seu peso, além da velocidade e da motilidade dos espermatozoides.  São muitos fatores que tem que estar em sincronia.

Há perigo de ter mais de um bebê?

Sempre que há indução da ovulação, é possível que mais de um óvulo seja liberado. Isso eleva as chances de uma gravidez múltipla. Mulheres que tomam clomifeno têm 7% de probabilidade de ficar grávida de gêmeos e 0,5% de probabilidade de engravidar de trigêmeos. Nesses casos, os gêmeos não serão idênticos, porque terão sido originados por óvulos diferentes.

Mas os médicos não aconselham a tomar indutores só com o objetivo de engravidar de gêmeos. Gestações múltiplas trazem riscos de complicações, e uma das mais comuns é o de parto prematuro.


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FABÍOLA PECE comenta: Hoje em dia, existe muito mais controle na indução da ovulação, evitando assim a incidência de hiperestímulo, principalmente quando a mulher faz parte do grupo de risco maior a manisfesta-lo

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