13 junho 2013

Abortos Espontâneos

O aborto espontâneo acontece quando uma gravidez termina antes que o feto tenha atingido uma idade gestacional viável que geralmente corresponde a uma idade gestacional de 20 a 22 semanas mais ou menos.
aborto espontâneo é a complicação mais comum da gravidez precoce. A frequência diminui com o aumento da idade gestacional.

Há muitos casos em que ocorre a perda do bebê sem que a mãe perceba.  (13 e 26% de todas as gestações).
Reunimos alguns fatores de risco que estão associados com um aumento do risco de perda da gravidez:

Idade
A idade materna avançada é o fator de risco mais importante para o aborto espontâneo em mulheres saudáveis. A frequência aproximada de abortos de acordo com a idade materna é:

entre 20 a 30 anos - 9 a 17%
35 anos - 20%
40 anos - 40%
45 anos - 80%
Aborto espontâneo anterior
O histórico obstétrico é um importante parâmetro de resultado para uma futura gravidez. O risco de aborto em gravidez futura é de, aproximadamente:
 20% depois de um aborto,
28% depois de dois abortos consecutivos
43% por cento depois de três ou mais abortos consecutivos.

Fumar
tabagismo pesado (mais de 10 cigarros por dia) está associado a um aumento do risco de perda do bebê.Tabagismo do parceiro também pode aumentar o risco de perda da gravidez..

Álcool
A ingestão moderada ou alta de álcool aumenta o risco de aborto, segundo estudos.
Mulheres que planejam engravidar devem evitar o consumo de álcool já que o álcool é um teratógeno (causador de malformações) conhecido e pelo fato de ainda não ter sido estabelecido um nível seguro de consumo nesta fase.
Anormalidades cromossômicas
Elas são responsáveis por aproximadamente 50% de todos os abortos.
Cocaína
O uso de cocaína está associado ao nascimento prematuro e também pode ser um fator de risco para aborto espontâneo.

Antiinflamatórios não-hormonais
O uso de antiinflamatórios não-hormonais pode estar associado a um risco aumentado de aborto espontâneo..

Febre
Febres de 37,8° C ou mais podem aumentar o risco de aborto, mas não há estudos conclusivos a esse respeito.

Cafeína
Estudos têm relatado uma associação entre consumo de cafeína e o aborto espontâneo, principalmente em níveis elevados de consumo
Peso materno
Índice de massa corporal pré-gestacional inferior a 18,5 kg/m² ou acima de 25 tem sido associado a um maior risco de infertilidade e aborto.

Doença celíaca (intolerância ao glúten)
doença celíaca não tratada pode ser associada a um maior risco de aborto.
Anomalias congênitas
As anomalias congênitas são causadas por anormalidades genéticas ou cromossômicas e pela exposição a teratógenos. Teratógenos potenciais incluem distúrbios maternos como, por exemplo, o diabetes; drogas, como, a isotretinoína; estresse físico causado, por exemplo, por febre e produtos químicos ambientais, como o mercúrio.

Trauma
Procedimentos invasivos intrauterino, como a biópsia de vilo corial e amniocentese, aumentam o risco de aborto.

Fatores maternos
Anomalias uterinas congênitas ou adquiridas, como, por exemplo, septo uterino, podem interferir com a implantação ideal e crescimento da gravidez.
Infecção materna aguda, como, por exemplo, a herpes, pode levar ao aborto. Endocrinopatias maternas, como, por exemplo, a disfunção da tireóide, podem contribuir para um ambiente desfavorável..
Causa Inexplicável
A causa do aborto de embriões cromossomicamente e estruturalmente normais em mulheres aparentemente saudáveis não é clara.

Manifestações do aborto
As mulheres que estão ativamente no processo de um aborto espontâneo geralmente apresentam história de atraso menstrual, sangramento vaginal e dor pélvica.

Ameaça de aborto
Sangramento com o orifício do útero fechado no primeiro semestre de gravidez é bastante comum e é chamado de ameaça de aborto. O sangramento geralmente é indolor, mas pode ser acompanhado por mínima ou leve dor no baixo ventre. Batimentos cardíacos fetais são detectados por ultrassom se a gestação é suficientemente avançada.
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FABÍOLA PECE comenta: Cada caso deve ser tratado de forma individualizada pois existem vários fatores a serem considerados. Porisso sempre é importante  manter um acompanhamento médico desde antes da gravidez, para que haja um planejamento adequado da gravidez e um pré natal bem controlado.

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