22 abril 2013

Reversões- É preciso agir com bom senso


Muitos casais ao formarem novas famílias depois de terem sido submetidos a cirurgias contraceptivas: laqueadura e vasectomia. Mas, antes de pensar em uma nova intervenção, é preciso saber qual técnica foi utilizada na primeira operação e quais são os níveis de fertilidade do casal.
A laqueadura é o método em que as trompas são “amarradas”, cortadas ou queimadas , técnicas diferentes,  mas todas impedem o encontro dos espermatozoides com o óvulo. Segundo as regras da Lei do Planejamento Familiar, o procedimento só pode ser feito em mulheres que tenham mais de 25 anos e/ou dois filhos. A cirurgia deve ser realizada após 60 dias da manifestação do desejo do casal, tempo que deve ser usado para se refletir sobre a decisão.
A vasectomia é uma intervenção mais simples; nela, os canais deferentes (aqueles que conduzem os espermatozoides a partir do epidídimo - local onde eles ficam armazenados após serem produzidos nos testículos) no homem são cortados e sendo assim, interromperm a passagem dos espermatozoides. Segundo as regras da Lei do Planejamento Familiar também só pode ser realizada em indivíduos acima de 25 e/ou com dois filhos.
Nos dois procedimentos, o paciente fica impossibilitado de ter filhos. 
Mas, o problema é que 60% das mulheres procuram a reversão da laqueadura, pois mudaram de parceiro e esses não têm filhos. O restante (40%) é composto por mulheres que perderam seus filhos ou melhoraram de condição financeira
Reversão :

No homem
Não existe idade máxima para realizar uma reversão de vasectomia, desde que seja previamente analisado pelo médico. Antes de ser submetido à intervenção, o homem precisa fazer uma série de exames para detectar eventuais doenças preexistentes.
Nela, as partes danificadas dos canais deferentes são  "emendadas" com a finalidade de dar passagem novamente aos espermatozoides. Só que, ao contrário da vasectomia, que é simples, rápida e feita sob anestesia local, a reversão é uma microcirurgia que depende de material cirúrgico delicado e que tem de ser feita sob anestesia geral ou raquianestesia (que tira a sensibilidade da cintura para baixo).

Após a intervenção, o paciente recebe alta no mesmo dia, mas precisa ficar, no mínimo, 15 dias sem ejacular e 30 dias sem realizar exercícios físicos.
Ela devolve a autonomia reprodutiva ao casal,  tem um menor custo e não invalida a possibilidade de uma técnica de fertilização in vitro, caso a cirurgia não dê certo (ou seja, o homem pode ser submetido a punção para retirar espermatozoides para serem usados na técnica de reprodução assistida).
Suas chances de resultado positivo no procedimento de reversão é de 85% e a mulher pode engravidar em qualquer período após a cirurgia. O  método não compromete de forma alguma  a atividade sexual. Existem boatos que causa impotência. Mas é um mito.
Na mulher
Mais complexa do que a reversão da vasectomia, a reversão da laqueadura depende diretamente de qual tipo de técnica cirúrgica foi realizada no passado. As que foram feitas com anel plástico ou clipes são mais fáceis de serem revertidas. Já as intervenções que lesaram grande parte da trompa são mais difíceis de alterar.
Nela , são retiradas  as partes danificada das trompas e, em seguida, unidas as partes sadias. É feita  sob anestesia geral e o procedimento demora, em média, de duas a três horas. Na maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.
É preciso levar em consideração quantos anos a mulher tem no caso de uma reversão de laqueadura. Com o aumento da idade da mulher, há maior incidência de comorbidades (associação de, pelo menos, duas patologias em um mesmo paciente), como hipertensão e diabetes, aumentando assim os riscos cirúrgicos e de gestação de alto risco. Porisso, antes de se optar pela  reversão, ela deve ser bem analisada pelo médico quanto a viabilidade da mesma. E mais, a fertilidade também é afetada com o passar dos anos, havendo uma queda gradual de fertilidade, processo que se aumenta ainda mais  entre os 35 e 40 anos sem contar a possibilidade de ocorrer um aborto , que também aumenta com a idade. Após a realização do procedimento, a mulher leva duas ou três semanas para retomar suas atividades normais. A mulher pode começar a tentar engravidar a partir do terceiro mês após a cirurgia.
Independentemente da complexidade das duas intervenções (vasectomia e laqueadura), a eficiência dos dois métodos depende muito se o homem ainda produz espermatozoides de qualidade e também da idade da mulher. Por isso, quanto mais cedo a reversão for feita (com menos tempo de ter sido feito o procedimento de esterilização), maiores serão as chances de que funcione e que a gravidez aconteça.
FABÍOLA PECE comenta: Hoje em dia , com tantos métodos contraceptivos, acho absurdo optar-se direto por técnicas radicais, como vasectomia e laqueadura. A não ser é lógico em casos especiais. Porém, com os tempos atuais em que é comum , tanto a mulher quanto o homem ter um outro relacionamento, caso haja uma separação, há de se pensar que lá na frente existe uma nova possibilidade de desejar filhos e para isso acho que deveria existir um consenso em adiar ao máximo uma cirurgia tão radical de esterilização. A reversão não traz 100% de eficácia, além do que trata-se de um novo procedimento cirúrgico que muitas vezes pode ser evitado. Pense nisso !!

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