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19 dezembro 2012

Hiperestímulo Ovariano


Essa síndrome do hiperestimulo ovariano (SHO) é um risco que pode acontecer quando existe a sensibilização do organismo da mulher pelas medicações utilizadas nos ciclos de RA.
Sua incidência é de 0,5%-4% em procedimento de alta complexidade (FIV/ICSI)  Para este perfil de mulheres que podem passar por uma hiperestimulação, o médico especialista em reprodução humana pode  diminuir as doses para evitar ao máximo que a paciente passe por esta situação.
São elas:
1.) Mulheres jovens (<35 anos="anos" nbsp="nbsp" o:p="o:p">
2.) Baixa Massa Corpórea 
3.) Síndrome dos ovários policísticos (SOP) 
4.) Com episódios prévios de SHO 
5.) Total de 15 ou mais folículos antrais, ou seja, a contagem dos folículos nos primeiros dias do ciclo, antes do início das medicações 
6.) Altos níveis de hormônio antimülleriano.
Pode acontecer também com mulheres que não possuem este perfil quando altas doses de gonadotrofinas (FSH e LH) são dadas a paciente, fazendo com que esta tenha uma elevação dos níveis de estradiol,  um número elevado de folículos  e de óvulos capturados.
A tão esperada gestação nessas pacientesacaba sendo um risco maior ainda devido ao aumento de hCG produzido pelas células maternas. Nesses casos os embriões são congelados para que o caso não se agrave mais e possa ser controlado.
Essa síndrome é uma das mais sérias complicações em Reprodução Humana Assistida (RHA), representando um risco a vida nas formas mais graves da doença. Essa SHO pode ser classificada em leve, moderada e severa.
Nessas pacientes ocorre um acúmulo de líquido na cavidade abdominal que pode chegar a 1,5-1,7 litros devido a uma exsudação de fluido rico em proteína originárias do peritôneo e ovários. Em casos severos pode levar a Hipotensão, Diminuição do Fluxo Renal, Desconforto Respiratório,  Disfunção Hepática e Eventos Trombóticos.
O quadro clínico leve e moderado geralmente é resolvido de forma espontânea após duas semanas do HCG. O tratamento é cuidar do equilíbrio do corpo, controlando os sintomas.
Sintomas: Transitório desconforto no baixo abdômen, náuseas leves, vômitos esporádicos, diarreia com episódios eventuais e distensão abdominal.
Repouso, ingestão oral de líquidos, reposição salina (Gatorades) são indicadas. Em casos mais graves as pacientes são hospitalizadas para tratamentos endovenosos.
PREVENIR SHO deve ser um dos objetivos de qualquer estímulo ovariano, com avaliação prévia adequada, controles da resposta ovariana a medicação que está sendo utilizada.
FABÍOLA PECE comenta: Realmente posso falar, com experiência própria, fazia parte do grupo de risco de pacientes que tem Sindrome de Hiperestímulo Ovariano e sofri bastante com isso. Porisso , hoje em dia uma das preocupações  nos ciclos é esta: reduzir medicações de indução para se obter menos folículos ,prevenindo esta síndrome e transferir  menos , diminuindo também as gestações múltiplas.

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