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08 novembro 2012

Tipos de tratamento de Infertilidade


Estou colocando a vocês uma descrição das variantes existentes hoje para tratamentos de Infertilidade:

Tratamento medicamentoso

Realizado com  remédios que corrigem distúrbios hormonais que estariam dificultando a fertilidade (hormônios).

Tratamento cirúrgico

Realizado para correção das alterações anatômicas dos órgãos reprodutores – por microcirurgia, videohisteroscopia e/ou videolaparoscopia (inclui-se também a endometriose).

Reprodução assistida

Indução da ovulação (coito programado), inseminação artificial e fertilização in vitro (ICSI).

Doação de óvulos

Usado somente quando a mulher não produz óvulos.

Banco de esperma

Usado somente quando o homem não produz espermatozóides.

Reprodução assistida
A Reprodução Assistida consiste em um conjunto de técnicas laboratoriais, utilizadas por médicos e embriologistas, para promover a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, quando ela não ocorre através de meios naturais. Os procedimentos   lidam com equipamentos de alta precisão, tecnologia de ponta e uma equipe muito especializada.

A Reprodução Assistida pode ser classificada quanto à complexidade:

A) Baixa Complexidade

-Indução da Ovulação - Coito Programado

B) Média Complexidade

-Inseminação Artificial Intra-Uterina - (IAIU)

C) Alta Complexidade

-FIV (Fertilização In Vitro convencional)
-ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide)


Indução Da Ovulação - Coito Programado (Baixa Complexidade)

Com todos os exames laboratoriais normais, a paciente poderá ter sua ovulação induzida por medicamentos para que haja um maior número de óvulos naquele mês. O crescimento deles é monitorado por ultra-sonografia seriada transvaginal até que os folículos atinjam um tamanho ideal .

Através do estímulo hormonal, os óvulos devem ter um crescimento progressivo e atingir um tamanho aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. Atingido esse ponto ideal (o que geralmente ocorre ao redor do 12º ao 14º dia do ciclo), a ovulação acontece em 24 a 36 horas após a injeção de um medicamento adequado (hCG). A partir desse momento, o médico orientará a melhor época para as relações sexuais. Pelo maior número de óvulos disponíveis e pela certeza da época da ovulação, as chances de gravidez são bem maiores quando comparadas a um ciclo espontâneo (sem medicação).

A chance de sucesso deste método é ao redor de 12 a 15% ao ciclo. Embora esta chance seja inferior aos 20% definidos para gravidez espontânea,  os casais em tratamento já possuem alguma dificuldade em engravidar. Por isso, esta taxa de sucesso é menor que a esperada quando a gravidez é obtida naturalmente em casais sem problemas.

B) Inseminação Artificial Intra-Uterina - (IAIU) (Média Complexidade)

A Inseminação Artificial,  é um recurso terapêutico de grande valor no tratamento do casal infértil. As indicações dessa opção são baseadas na impossibilidade ou dificuldade do sêmen em alcançar o óvulo nas trompas, impedindo assim a fecundação. As candidatas a essa modalidade terapêutica são as pacientes que apresentam:

a) muco cervical pobre ou deficiente, devido a fator inflamatório ou fator imunológico;
b) esterilidade Sem Causa Aparente (ESCA), Infertilidade Inexplicável;
c) maridos com espermograma alterado (oligospermia, astenospermia ou problemas anatômicos).
Importante: como a fertilização ocorre no ambiente natural, isto é, nas tubas, estas devem estar permeáveis.

Indução da ovulação, técnica e dia da inseminação

Da mesma forma que no Coito Programado, os ovários são estimulados por hormônios com o objetivo de obter um maior número de óvulos recrutados. Estes óvulos também têm seu crescimento acompanhado ela ultra-sonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. A ovulação também é desencadeada no momento adequado por um medicamento. A diferença consiste, nas dosagens dos medicamentos utilizados para o estímulo ovariano e que, em vez das relações sexuais, os espermatozóides serão colocados dentro do útero.

A Inseminação Artificial é um procedimento relativamente simples. É realizada no consultório, sem anestesia, é indolor e não dura mais do que alguns minutos.
Com a paciente em posição ginecológica, o esperma é colocado dentro do útero, perto dos orifícios internos das tubas, através de um cateter delicado que transpassa a vagina e o canal cervical. Após a inseminação, a paciente deverá ficar em repouso no consultório por cerca de 20 minutos, a fim de que o sêmen alcance o interior das tubas e ocorra a fertilização. Após esse período, poderá voltar às suas atividades cotidianas.

Os índices de sucesso da IAIU, em seguida à estimulação ovariana (superovulação), estão ao redor de 18 a 25% por ciclo, mas podem chegar a 50% depois de algumas tentativas.
Nos casos em que o parceiro masculino seja portador de distúrbios muito graves do esperma (azoospermia - falta total de espermatozóides), pode ser usado o esperma congelado de um doador anônimo, através dos Bancos de Sêmen.

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FABÍOLA PECE  comenta: Graças a ciência e tecnologia que caminha rápido em descobertas a todo momento , essa área de Reprodução Humana conta com muitas variantes. Converse com seu médico para saber  qual seria a mais funcional no seu caso.

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