02 setembro 2013

Aderências Pélvicas

As aderências pélvicas são faixas de tecido cicatricial, que se formam na área pélvica e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros e  na sua grande maioria ocorrem em mulheres que são submetidas a cirurgias pélvicas.
Geralmente as mulheres que tem aderências pouco sabem sobre este assunto e porisso não discutem o assunto com os seus médicos antes de serem submetidas a uma cirurgia ginecológica e nem mais tarde, quando se desenvolvem esses problemas.
As aderências são uma consequência comum, embora por vezes grave, de todos os tipos de cirurgias, incluindo os procedimentos ginecológicos mais vulgares, como a dilatação e curetagem, cesariana, histerectomia, tratamento cirúrgico da endometriose, miomectomia (remoção de fibromiomas), cirurgia dos ovários e cirurgia reconstrutiva das trompas. As aderências que se formam após cirurgias são uma das principais causas de dor pélvica pós-operatória, infertilidade e obstrução do intestino delgado. 

A incidência delas pode ser reduzida e muitas vezes, prevenida. E é extremamente importante tentar impedir a formação de aderências, uma vez que, depois de formadas, elas tendem a reaparecer, mesmo depois de terem sido removidas cirurgicamente.


Como se formam as aderências?

Todos os órgãos abdominais e pélvicos, exceto os ovários, estão parcialmente envolvidos numa membrana transparente denominada peritono. Quando o peritoneo fica traumatizado durante uma cirurgia ou de qualquer outra forma, o local que sofre o trauma fica inflamado. A inflamação é normal, fazendo mesmo parte do processo de cicatrização. Mas a inflamação também contribui para a formação de aderências, facilitando o desenvolvimento de faixas fibrosas de tecido cicatricial.

Normalmente, estas faixas de fibrina acabam por se dissolver através de um processo bioquímico denominado fibrinólise, e o local traumatizado continua a cicatrizar. No entanto, por vezes, a natureza da cirurgia tem como resultado uma diminuição do afluxo de sangue a essas áreas (um problema denominado isquemia), que pode suprimir a fibrinólise. Se as faixas de fibrina não se dissolverem, podem transformar-se em aderências, que irão desenvolver-se ligando ou unindo órgãos ou tecidos pélvicos que normalmente estão separados.

FABÍOLA PECE comenta: Sempre que for passar por uma cirurgia, principalmente na área pélvica, converse com seu médico sobre possíveis aderências, principalmente se estiver ainda em idade fértil e deseje ter mais filhos. Veja bem, isto não é regra, porém em muitos casos aderências  podem atrapalhar.

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