12 novembro 2012

Prolactinemia


Prolactina é chamado de  hormônio do leite humano. Quando sua concentação no sangue está em alta, pode trazer várias consequências como o bloqueio da menstruação (amenorreia), causando infertilidade.
Essa alteração  é chamada de hiperprolactinemia.
Esse hormônio é produzido pela glândula hipófise, glândula localizada no interior da sela túrcica. A prolactina é importante para o desenvolvimento dos seios e, por consequência, para o aleitamento. Este hormônio está envolvido também na regulação da menstruação e da ovulação.

O sintoma físico mais visível desse problema é a saída involuntária de leite  dos seios. Quando há alguma alteração na menstruação é comum ser pedido o pedido da dosagem de prolactina. Porém, a hiperprolactinemia pode ocorrer mesmo que não haja alteração do ciclo menstrual.

Quando a concentração de prolactina no sangue interfere no funcionamento dos ovários em uma mulher que se encontra na fase pré-menopausa, a secreção de estradiol  diminui. Os sintomas são irregularidade nos períodos menstruais, infertilidade, sintomas da menopausa (ondas de calor e secura vaginal) e, após vários anos, a
osteoporose.  


Parâmetros:

O valor normal de prolactina é de até 20 ng/mL (nanogramas por mililitro) no sangue. Quando esse valor é ultrapassado, configura-se o quadro de hiperprolactinemia. Casos nos quais as taxas são superiores a 100 ng/mL sugerem tumor benigno secretor de prolactina, o chamado adenoma.

A depender da dosagem hormonal, pode ser necessário o uso de medicamentos para o tratamento. Nos casos em que há dúvidas de existência de tumor, é necessária uma investigação por ressonância magnética ou tomografia. Se for detectado o tumor, o tratamento de primeira escolha é clínico, por meio de medicamentos também - o tratamento cirúrgico só será indicado em casos de falha no tratamento clínico. 
Quando a prolactina no sangue volta a níveis normais, os efeitos do problema são invertidos. Nas mulheres em idade fértil, retorna a função ovariana, bem como os períodos menstruais e a fertilidade, com o aumento dos níveis de estrogênio.

No tratamento de casos mais graves, se o nível de prolactina permanece normal e o adenoma não aparecer em uma nova ressonância magnética ou tomografia, por dois anos ou mais, um período experimental sem medicação pode ser considerado. Por outro lado, seu médico não deve deixar de monitorar o nível de prolactina no sangue e, eventualmente, o tamanho da hipófise.

Caso haja aumento nos níveis de prolactina, a medicação deve ser retomada. E deve-se considerar a possiblidade de cirurgia para retirada do adenoma, se o tratamento medicamentoso não surtir efeito ou se a paciente não tolerar os efeitos colaterais dele. A cirurgia é feita através de uma incisão no nariz e do seio esfenoidal, por onde o especialista pode visualizar e retirar o adenoma.

A mulher que desejar engravidar poderá fazê-lo - mesmo que seja portadora de um adenoma controlado -, com pouco risco para si mesma ou seu filho. Mas, durante o pré-natal, devem ser observados sintomas como dores de cabeça fortes e alterações da visão, que podem ser um sinal do crescimento do tumor.

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FABÍOLA PECE comenta: Eu já tive minha prolactina aumentada, inclusive com aparecimento de microadenoma. Realmente aconteceu exatamente isso: fiz uso de uma medicação que até chegar a dose correta me deu vários efeitos colaterais, mas reduziu a um tamanho mínimo. E de lá para cá não tive mais nenhum problema.

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