30 maio 2012

Qual a diferença entre inseminação artificial e FIV?



Um dos principais desafios da reprodução assistida é encontrar os fatores
que dificultam na fertilidade de cada casal e individualizar o tratamento
para aumentar as probabilidades de gravidez. Quando um casal procura
orientação médica, eles não procuram uma técnica específica, e sim, uma
solução para seu problema.
O processo consiste em uma minuciosa avaliação
investigativa para só então, ser indicado o procedimento mais adequado.
Entretanto, sempre surge a dúvida: Qual a diferença entre inseminação
artificial e a Fertilização in Vitro (FIV)?

A inseminação artificial consiste, basicamente, em facilitar o caminho percorrido
pelos espermatozóides. Há casos em que a mulher tem, no colo do útero,
anticorpos que os matam antes que possam alcançar o óvulo. Por isso, o sêmen
do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. Aí, com
o campo livre, a corrida até o óvulo ocorre sem problemas. Outro caso em que
se usa essa técnica é quando o homem produz poucos espermatozóides.
O sêmen é coletado e tratado para que sua concentração aumente.

Já na FIV, conhecida popularmente como "bebê de proveta", a origem da vida
se dá fora do corpo da futura mãe. O primeiro passo é o uso de medicamentos
que estimulem a produção de óvulos. Esses óvulos são aspirados por uma agulha
e colocados em uma substância cheia de nutrientes, para mantê-los vivos. Aí,
então, óvulos e espermatozóides são colocados no mesmo recipiente, para que
haja a fecundação. Após sua fertilização, o óvulo é mantido em uma estufa, onde
começa a ocorrer a divisão celular. Depois de se formarem o embrião é colocado
no útero da mulher.

Há ainda a FIV por ICSI – injeção intra-citoplasmática de espermatozóide –,
caso em que um único espermatozóide é injetado em cada óvulo coletado.
A técnica é bastante utilizada em casos de infertilidade masculina, quando a
produção de espermatozóides é pequena, rara ou praticamente nula.

E hoje em dia já existe a Super ICSI. Leia mais em breve....

Mas sempre, o mais importante é que o casal  passe por uma avaliação detalhada
para um diagnóstico preciso do fator de infertilidade, permitindo assim, maiores
chances de conseguir a tão desejada gravidez, pois cada caso tem que ser avaliado
isoladamente.

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