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06 julho 2009

Criopreservação de Embriões

Esta técnica é realizada quando há produção de mais embriões do que o necessário para a transferência. Apenas aqueles de boa qualidade têm maior chance de sobrevivência. Os embriões excedentes são colocados em uma solução especial com uma substância chamada crioprotetor, que evita que os embriões sejam danificados com o frio excessivo; são então estocados em botijões de nitrogênio líquido, onde a temperatura chega a 196º C negativos e podem permanecer por tempo indeterminado. Apesar dos embriões apresentarem menor taxa de sobrevivência do que os embriões a fresco, esta técnica oferece a vantagem de uma nova chance com menor custo. Os embriões são descongelados 24 horas antes da transferência, cultivados e então verificados quanto a sua viabilidade. O útero da paciente deve ser preparado para receber os embriões descongelados.

Criopreservação de ovários

A esterilidade total, com freqüência irreversível, pode ser decorrente dos efeitos esterilizáveis dos tratamentos oncológicos, principalmente quimioterapia e radioterapia abdominal. Essas terapêuticas podem levar a perda da função ovariana total, com destruição parcial ou total da população de óvulos no interior do ovário. Na atualidade as técnicas de reprodução assistida oferecem opções para que jovens pacientes submetidas a esses tratamentos conservem sua capacidade reprodutiva mediante a preservação de ovócitos e/ou tecido ovariano. O descongelamento do tecido ovariano oferece opções para o desenvolvimento do ovócito incluindo autotransplantes onde, teoricamente, o tecido descongelado pode ser implantado no seu local de origem (ortotópico) ou ainda em outro local do corpo (heterotópico). Apesar destas técnicas parecerem mais promissoras, a aplicação clínica para pacientes com câncer se torna problemática devido aos riscos potenciais de transmissão de células cancerígenas do tecido que foi previamente retirado. O crescimento e maturação in vitro de folículos primordiais humanos é ainda um desafio técnico, pois o desenvolvimento destes folículos in vitro só estará completamente elucidado quando estiver disponível um sistema de cultivo apropriado e isso só será possível após melhor compreensão dos mecanismos de controle do crescimento folicular. No entanto, como o crescimento da fisiologia reprodutiva avança a passos largos é muito provável que em um futuro próximo possamos utilizar estas técnicas na resolução dos problemas de fertilidade, das pacientes submetidas à terapêutica oncológica (radio e quimioterapia).

Criopreservação de ovócitos

A criopreservação de ovócitos humanos ainda é uma metodologia em desenvolvimento, apesar de algumas gestações pós-descongelamento terem sido descritas em meados da década de oitenta (Chen, 1986; Al-Hasani e cols., 1987; Van Uem e cols., 1987). Desde que as técnicas para a cripreservação de óvulos foram, e ainda estão sendo, descritas, os cientistas vêm investimndo cada vez mais nessa tecnologia. Abriu-se a partir de então possibilidades para a formação de um banco de óvulos onde contribuirá também para o sistema de doação de gametas, onde esses óvulos poderão ser armazenados e usados no futuro, especialmente para mulheres que não possuem ovários ou que apresentaram menopausa precoce. Esta tecnologia também oferece chance a pacientes que serão submetidas a tratamento de câncer, aumentando assim a eficácia dos tratamentos de reprodução assistida.Pacientes que serão submetidas a tratamentos de FIV ou ICSI que obtiverem um grande número de oócitos poderão congelar os excedentes e utilizá-los em uma outra tentativa ou ainda doá-los a um banco de óvulos, facilitando também as implicações éticas e religiosas que envolvem o congelamento de embriões. Após ser relatado o primeiro nascimento de um bebê (Chen, 1986), vários pesquisadores, inúmeras técnicas e tentativas vêm sendo relatadas sobre o sucesso dessa biotecnologia. Várias técnicas já estão sendo utilizadas aqui no Brasil entretanto os resultados ainda são poucos. Acredita-se que em breve essa tecnologia já esteja sendo rotina nas clínicas de fecundação in vitro. Entretanto algumas desvantagens da técnica ainda devem ser dribladas.Acredita-se que o fuso mitótico (estrutura que segura o material genético do oócito) maduro é sensível para as mudanças de temperatura e erros genéticos podem ocorrer durante o processo de congelamento, resultando em aneuploidias após a fertilização. Alguns trabalhos também referem um aumento da liberação de grânulos corticais que levariam a um endurecimento da zona pelúcida (Trounson e Kirby, 1989) alterando os resultados da fecundação in vitro convencional.Até o momento, não é satisfatória a taxa de sobrevida dos oócitos humanos descongelados, os índices de sucesso variam de 27% a 64%. Em geral, os índices de fertilização dos oócitos descongelados são inferiores aos obtidos com a inseminação a fresco e uma incidência alta de fertilização anormal tem sido descrita (Al-Hasani e cols., 1987).

Fonte: http://www.clinicaconceptus.com.br Jul-2009

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