Define-se como agente teratogênico qualquer substância,
organismo, agente físico ou estado de deficiência, que estando presente durante
a vida embrionária ou fetal, produz alteração na estrutura ou função da
descendência.
O aparecimento de anomalias genéticas devido a exposição à
agentes potencialmente teratogênicos pode sofrer interferências de acordo com o
período de exposição da gestante, do tipo do agente em que foi exposto, da
duração da exposição e da dose exposta. Podendo levar a conseqüências tais
como: aborto, prematuridade, malformações, distúrbios do comportamento e/ou aprendizado
e até alteração no crescimento do bebê.
É importante salientar que algumas substâncias podem ser
excretadas no leite materno, logo, o bebê amamentado-se poderá correr o risco
de desenvolver alguma alteração mesmo após o nascimento.
Alguns exemplos destes agentes:
Alguns exemplos destes agentes:
Os fármacos quando são tomados durante a
gravidez podem causar defeitos congênitos e incluem o álcool, a fenitoína, os
fármacos que interferem nas acções do ácido fólico, o lítio, a estreptomicina,
as tetraciclinas e a varfarina As
infecções que podem provocar defeitos congénitos compreendem o herpes simples,
a hepatite viral, a gripe, a parotidite, a rubéola, a varicela, a sífilis, a
listeriose, a toxoplasmose e infecções por vírus Coxsackie ou por
citomegalovírus. No princípio do pré natal, pergunta-se à mulher se tomou
alguns destes fármacos ou se sofreu alguma destas infecções desde que
engravidou. O tabagismo, o consumo de álcool e o abuso de medicamentos durante
a gravidez também afetam a saúde e o desenvolvimento do feto.
O tabagismo é a dependência mais frequente entre
as mulheres grávidas de alguns países desenvolvidos. O consumo de tabaco
prejudica tanto a mãe como o feto. O efeito mais evidente do tabagismo sobre o
recém-nascido durante a gravidez é a redução do seu peso ao nascer: quanto mais
uma mulher fumar durante a gravidez, menos pesará o recém-nascido. Este efeito
parece ser maior entre as fumantes mais velhas assim como as probabilidades de ter complicações com a placenta, rotura
prematura de membranas, parto antecipado e infecções uterinas. Uma mulher grávida que
não fuma deverá evitar expor-se ao fumo de outros, pois pode igualmente
prejudicar o feto.
Além disso, os filhos de mães fumantes têm deficiências quanto ao
crescimento, ao desenvolvimento intelectual e ao comportamento. Crê-se que
estes efeitos são provocados pelo monóxido de carbono, que reduz o fornecimento
de oxigénio que os tecidos do organismo recebem, e pela nicotina, que, ao
estimular a libertação de hormnîos, provoca uma constrição dos vasos sanguíneos
na placenta e no útero, diminuindo a chegada de sangue.
O consumo
de álcool durante
a gravidez é a principal causa conhecida de anomalias congénitas. A síndroma
alcoólica fetal, uma das principais consequências causadas pelo consumo de
álcool durante a gravidez, aparece em cerca de 2,2 de cada 1000 recém-nascidos
vivos. Esta doença inclui o atraso do crescimento antes ou depois do parto,
anomalias faciais, cabeça pequena (microcefalia), provavelmente causada por um
crescimento escasso do cérebro, e um desenvolvimento anormal do comportamento. Além disso, o álcool pode
causar problemas que vão desde o aborto a graves efeitos no comportamento do
recém-nascido ou na criança em desenvolvimento, como um comportamento
anti-social e um déficit de atenção. Estas perturbações podem até aparecer
mesmo que o recém-nascido não tenha defeitos físicos ao nascer.
O risco de aborto espontâneo quase duplica quando uma mulher
consome álcool durante a gravidez, sobretudo se beber muito. Geralmente, o peso
com que nascem os filhos de mães que consomem álcool durante a gestação é
inferior ao normal. A média do peso à nascença é de cerca de 2 kg, comparados
com os 3,5 kg do resto dos recém-nascidos.
A toxicodependência e o abuso de
substâncias tóxicas são
cada vez mais frequentes nas mulheres grávidas. As mulheres que usam drogas
injetáveis correm um risco maior de sofrer de anemia, de infecção do sangue
(bacteriemia) ou das válvulas cardíacas (endocardite), abcessos cutâneos,
hepatite, flebite, pneumonia, tétano e doenças de transmissão sexual, incluindo
a AIDS. Além disso, estas crianças correm um maior risco de contrair outras
doenças de transmissão sexual, hepatite e infecções e ainda é provável que o
seu crescimento dentro do útero seja insuficiente e que nasçam prematuramente.
Cerca de 14 % das mulheres grávidas consomem maconha em diferentes
graus. O seu principal ingrediente, o tetra-hidrocanabinol (THC), é capaz de
atravessar a placenta e afetar o feto. Apesar de nenhuma prova específica sobre
possíveis defeitos de nascença ou atraso no crescimento do feto no útero
causados pelo uso dessa substância, alguns estudos indicam que um grande
consumo desta droga provoca anomalias de comportamento nos recém-nascidos.
O abuso
de cocaína durante a gravidez causa graves problemas tanto para a mãe como para
o feto. A cocaína estimula o sistema nervoso central, atua como anestésico
local e reduz o diâmetro dos vasos sanguíneos (vasoconstricção). O
estreitamento dos vasos sanguíneos pode reduzir o fluxo sanguíneo, pelo que o
feto nem sempre recebe o oxigénio suficiente, podendo afetar o crescimento de vários órgãos e,
frequentemente, provoca problemas ósseos e um estreitamento de alguns segmentos
do intestino. Os problemas de comportamento dos filhos de mães usuárias de
cocaína incluem hiperatividade, tremores incontroláveis e importantes problemas
de aprendizagem, que continuam até aos 5 anos ou até uma idade mais avançada.
Se o consumo de cocaína for interrompido depois dos primeiros 3
meses de gravidez, os riscos de ter um parto prematuro e um desprendimento
precoce da placenta ainda continuam a ser altos, mas, provavelmente, o
crescimento do feto será normal.
Outros exemplos:
Doenças
Maternas (diabetes, epilepsia, hipotireoidismo, entre outras)
Infecções Congênitas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirus, entre outras)
Infecções Congênitas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirus, entre outras)
Radiações
(radioterapia)
Problemas clínicos
Se for diagnosticada hipertensão pela primeira vez quando uma
mulher está grávida, o médico pode ter certas dificuldades em confirmar se a
causa é a gravidez ou algum outro problema. O tratamento da hipertensão durante
a gravidez é problemático. Os benefícios que a mãe possa obter têm de ser
comparados com os potenciais riscos para o feto. No entanto, quando a gravidez
se encontra num estado muito avançado, esta perturbação pode indicar uma grave
ameaça para a mãe e para o feto e deve ser feito um tratamento de imediato.
Se a
mulher gestante tiver tido antes uma infecção urinária, analisa-se uma amostra
da sua urina no princípio da gravidez. Se forem detectadas bactérias,
administram-se antibióticos para
prevenir uma infecção renal, para prevenir um parto prematuro ou a ruptura
prematura das membranas.
As infecções bacterianas da vagina durante a gravidez também podem
levar a um parto prematuro ou a uma ruptura prematura das membranas. O
tratamento da infecção com antibióticos reduz a probabilidade de ter estes
problemas.
Uma doença que provoque febre alta (temperatura superior aos
39,5ºC) no primeiro trimestre da gravidez aumenta a probabilidade de sofrer um
aborto e de haver anomalias no sistema nervoso do recém-nascido. A febre no fim
da gravidez aumenta a possibilidade de um parto prematuro.
As intervenções cirúrgicas de urgência durante a gravidez aumentam
o risco de um parto prematuro. Muitas doenças, como a apendicite, uma afecção
da vesícula biliar e a obstrução intestinal são difíceis de diagnosticar devido
às alterações normais que se dão no abdómen durante a gravidez. Por esse
motivo, quando se diagnostica uma dessas doenças, é provável que ela se
encontre num estado avançado, o que aumenta a morbilidade e a mortalidade.
Complicações da
gravidez
Incompatibilidade
de Rh. A mãe e o feto podem ter tipos de sangue incompatíveis. O mais
frequente é a incompatibilidade de Rh que
pode originar uma doença hemolítica do recém-nascido. Esta doença só se
verifica quando uma mãe Rh-negativo e um pai Rh-positivo têm um feto cujo
sangue é Rh-positivo e a mãe produz anticorpos contra o sangue do feto. Se uma
futura mãe é Rh-negativo, deve-se procurar a presença de anticorpos contra o
sangue do feto de 2 em 2 meses. O risco de produzir estes anticorpos aumenta
depois de qualquer crise de hemorragia em que o sangue da mãe e o do feto
possam misturar-se, depois de uma amniocentese ou depois da recolha de amostras
de vilosidades coriónicas e dentro das primeiras 72 horas após o parto, se o
recém-nascido for Rh-positivo. Nestas circunstâncias e às 28 semanas de
gravidez, é administrada à mãe imunoglobulina (D)Rh0, que adere aos anticorpos
e os destrói.
Hemorragia. As causas
mais frequentes de hemorragia no último trimestre da gestação são a localização
anormal da placenta, o seu desprendimento precoce e uma doença da vagina ou do
colo uterino, como uma infecção.
Todas as mulheres que sangram neste período da gravidez correm o
risco de abortar, perder uma quantidade excessiva de sangue (hemorragia) ou
morrer durante o parto
Problemas com o líquido
amniótico. Uma
quantidade excessiva de líquido amniótico nas membranas que rodeiam o feto
aumenta o tamanho do útero e exerce pressão sobre o diafragma da mãe, o que
pode provocar-lhe graves problemas respiratórios ou acabar num parto prematuro.
O desenvolvimento excessivo de líquido amniótico costuma acontecer na diabetes
não controlada, em gravidezes múltiplas, quando há incompatibilidade de Rh feto-materno
ou em anomalias congênitas do recém-nascido. Em cerca de metade dos casos, a
causa é desconhecida.
Parto prematuro. O parto tem mais probabilidades de começar prematuramente se a mãe
apresentar defeitos estruturais no útero ou no colo uterino, hemorragia, stress mental ou físico, gravidez múltipla ou
se tiver sido submetida a uma intervenção cirúrgica ao útero. A pneumonia, a
infecção renal e a apendicite também podem provocar um parto prematuro.
Gravidez múltipla. Ter mais de um feto no útero aumenta as probabilidades de problemas
no parto.
Gravidez pós-termo. Numa gravidez que continua para além de 42 semanas (depois do
termo), a morte do recém-nascidoé três vezes mais possível do que numa gravidez
que chega ao fim com normalidade. Por isso, nestes casos faz-se uma
monitorização eletrónica do ritmo cardíaco e fazem-se ecografias para controlar
o feto.
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FABÍOLA PECE comenta: Muitos hábitos devem ser deixados de lado quando se ainda pensa em ficar grávida, a preocupação deve começar antes, pois prevenindo-se evita-se muitos problemas quando se está grávida. Além é lógico de um bom pré natal quando já houver a gravidez planejada.
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